26 de Outubro 2017

Juíza do TJRN participa com colegas brasileiros de Curso sobre Justiça Restaurativa nos Estados Unidos

A juíza Virgínia Rêgo Bezerra, coordenadora pedagógica da Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte (Esmarn) sobre Métodos Consensuais e Justiça Restaurativa, integra a delegação brasileira que se encontra na Eastern Mennonite University (EMU), em Harrisonburg, no Estado da Virgínia, Estados Unidos, participando da Primeira Semana Intensiva de Justiça Restaurativa, de 23 a 27 de outubro. Esta experiência possibilita aos participantes assistirem aulas e experienciar a JR no maior centro de estudo sobre esse tema no mundo.

Dos Estados Unidos, a magistrada observa o campo da educação como uma das áreas na qual a Justiça Restaurativa possa crescer no Rio Grande do Norte. Ela vê a possibilidade e a necessidade de ampliar a Justiça Restaurativa para as escolas. Técnicas, metodologia e valores da JR poderão ser inseridas no contexto escolar. Um dos caminhos para sua utilização é a de conter o conflito dentro da escola entre os alunos, alunos e professores, "bem como criar uma cultura de resolução de conflitos e evitar a evasão escolar", ressalta a juíza.

O Curso foi organizado pelo Zehr Institute for Restorative Justice, tendo entre os palestrantes Howard Zehr, Carl Stauffer, Johanna Turner, Kathy Evans, Lorraine Stutzman e Brenda Waugh. O certame aborda temas como Histórico sobre Justiça Restaurativa (JR), Justiça Restaurativa em Crimes Graves, Justiça Restaurativa e Prática Legal, Justiça Restaurativa e Comunidade. Professor de Sociologia e Justiça Restaurativa da EMU, Zehr é autor do livro “Trocando as Lentes – um novo foco sobre o crime e a justiça”, publicado no Brasil pela Palas Athena.

A semana inclui visitas à escola, departamento de polícia e comunidade do Condado do Príncipe George, Estado de Maryland, que aplicam programas de JR. Os juízes brasileiros presentes à semana de estudos teóricos e práticos são dos estados de Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Paraná, São Paulo e Pará.

A juíza Virgínia Rêgo (na foto à esquerda, com Howard Zehr) acredita que a Justiça brasileira encontra-se no caminho certo em termos de JR. "Mas precisa ter um plano para ampliar o conhecimento dessa metodologia, para alcançar mais resultados e mudar a realidade que se apresenta", destaca.

Fonte: TJRN

Fonte: post